domingo, 21 de fevereiro de 2016

Dez virgens loucas


Que tipo de Evangelho
Nós estamos a pregar?
É aquele que nos muda
E que faz a gente chorar?
O que mostramos por aí?
Qual é nossa conduta?
Não existe a vitória
Sem primeiro vir a luta.

Falamos muito de amor,
Mas pouco sabemos amar.
Não diga: "Jesus é bom",
Se sua vida não mostrar
Que tudo o que você fala
Você segue com atenção;
Da boca sempre sai
O que está cheio o coração.

Mas tem gente que quer servir
E agradar dois senhores:
Um é Senhor que liberta,
O outro é senhor de penhores.
O primeiro traz nossa paz
E restaura o coração;
O segundo dar-lhe hoje,
Depois toma da sua mão.

Ó crente, fique atento!
As horas já são bem poucas;
Vejo as virgens sentadas,
E todas as dez são loucas.
O seu azeite finda
E o noivo vai chegar;
Eram cinco as tais tolas
E as prudentes foram deitar.

Assim a fé esfria,
Aumenta-se mais a treta;
O Senhor Jesus voltará
Ao tocar sua trombeta.
O mundo em desatino,
A gente não se acalma;
Hoje a morte lhe visita:
O que será da sua alma?

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